sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Não resolvemos um problema no mesmo nível de consciência em que o criamos...

Luz espiritual, por Alexandre Segregio.
Por Aymará/Rita Foelker

Não resolvemos um problema no mesmo nível de consciência em que o criamos, disse um sábio terreno*. De fato, no mesmo nível, apenas podemos equacionar o problema, se tivermos conhecimento e habilidade para manusear as ferramentas cognitivas. Criamos subterfúgios e compensações, que aplicaremos para atingir um resultado, mas não a eliminação da causa.


Um conto tradicional do Oriente nos diz que um mestre acercou-se de seus discípulos e, posicionando ao centro um lindo e precioso vaso, informou-os de que aquele objeto representava um problema e que os discípulos deveriam propor soluções. Decorrido um tempo de silêncio, um dos discípulos levantou-se, tomou um pedaço de madeira e destruiu o vaso.


Isto dá ideia de uma solução que transcendeu o nível onde o problema se instalou, que não seria encontrada enquanto a mente se ocupasse da forma, do preço ou da propriedade sobre o problema, e o circundasse, em lugar de atingi-lo na sua substância.



A substância dos problemas são os pensamentos que giram sobre si mesmos. Como teias, pensamentos criam armadilhas, do mesmo modo que criam moradas. Você pode neles construir um abrigo transitório ou, então, encontrar alguns meios de escapar das teias, até ser apanhado em outras... Mas só eliminará o problema quando conseguir observá-lo como alguém de fora da teia.
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*O trecho refere-se a Albert Einstein.

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